sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sucata ou sustentabilidade real?

Em 2005 eu coloquei em uso como roteador da minha rede um microcomputador Macintosh Performa 6200(*), considerado um dos piores modelos de Mac de todos os tempos. Rodando o Mac OS 8.6 com uma instalação bem limpa e o programa IPNetRouter, ele cumpriu sua função a contento até 2008, conectando minha rede local a uma conexão de 256Kbps da Net.



No final de 2007 ganhei do amigo João César um roteador D-Link DI-524 supostamente pifado. Bastou uma boa limpeza, conectores apertados, reset e upgrade do firmware e ele está funcionado a contento nos últimos 2 anos (espero que continue, claro), ligando minha rede local a uma conexão à internet de 512Kbps via rádio.


Enfim, são 2 equipamentos que supostamente deveriam ter ido para o lixo há muito tempo como inúteis ou danificados, mas que exerceram (e exercem) trabalho por muitos anos a mais que o esperado.

Aos pseudo ecologistas de plantão, sustentabilidade não é fazer bugigangas de garrafas PET, mas fazer uso não consumista ou modista de utensílios e coleta seletiva para reciclagem em larga escala.

* A configuração do Performa 6200 é:
  • Processador de PowerPC 603 de 75MHz;
  • 64MB de RAM (2 pentes SIMM 72 vias de 32MiB de RAM FPM);
  • HD IDE de 540MB (que se nega a funcionar em PC, não faço ideia do motivo);
  • Placa de rede ethernet de 10Mbps 10base-T para slot LC-PDS e;
  • Placa de rede ethernet de 10Mbps 10base-T para slot Comm.
O sistema operacional era configurado para nunca fazer verificação de disco e ligar automaticamente após falha de alimentação, com uma porção de extensões desabilitadas e alguns hacks para carregar mais rápido. O computador era sempre desligado junto com o estabilizador e ligava sozinho, quando o estabilizador era reenergizado. Operava sem teclado, mouse e monitor.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Arduino protoshield feito em casa - fase 2.

Quando montei os Arduinos Severinos para uma palestra na semana de tecnologia no CEFSA-FTT, em 2011, me empolguei e montei um protoshield vazio, com uma placa padrão.

Depois de algumas ideias, resolvi acrescentar blocos de protoboard sobre a placa e, com a experiência do display de LEDs (posts aqui e aqui) e seus inúmeros fios conectados ao Arduino, resolvi acrescentar bornes KRE, que possuem parafusos para prender os fios.
Depois de algumas mudanças de percurso (retirada do LED do Pin13, do botão de reset e de alguns bornes KRE extras de alimentação), o resultado final é esse:
  • 2 blocos de protoboard (total de 340 contatos);
  • Bornes KRE para todos os terminais do Arduino;
  • Blocos de conexão com +5Vcc, GND e +Vin;
  • +Vin selecionável por jumper entre o fornecido pelo Arduino ou por fonte externa;
  • +5Vcc do protoshield fornecido por regulador próprio;
  • Barra de terminais pass-through para uso de outros shields sobre o protoshield.